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Caminhada

Jorge Eduardo de Azevedo ( Marinheiro )

Pare, pense...
Não precisa olhar,
Apenas lembre
Quantas vidas viveu.
Mas pense bem,
Veja o que passou.
Como foi bom!
Reviva, já chorou.
Lembre da infância,
Lembre que foi criança,
E quando apanhou.
Há! Que saudade,
Da felicidade,
Que meu mundo embalou.
Mas siga, já cresceu.
Pare, pense...
Não precisa olhar,
Apenas lembre
Quantas vidas viveu.
O amigo que se foi,
A saudade vivida,
Que a vida,
Não deixou esquecer.
Agora adulta, meio oculta,
No seu afazer,
Pare, pense...
Olhe que está passando a vida,
Sem perceber.
Olhe para o lado,
Não viva só de frente.
Pare e pense,
Apenas lembre
Quantas vidas viveu.
Hoje já cansada,
Sabendo que a vida não parou,
Pare e pense,
E perceba afinal
Quantas vidas viveu.
Fale se quiser,
Venha como vier,
Mas siga com seu medo.
Esteja onde estiver,
Conte seus segredos,
E olhe para o passado.
Recorde quantas vezes calada,
Nada demonstrou.
Prossiga sim a jornada,
Até onde puder ir.
Veja de frente,
De lado ou virada,
Quantas vidas viveu.
Seja em fim a mãe querida,
Que Deus nos deu.


Do livro do autor: Caminhos e descaminhos
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