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Cabeça e Coração

João Gilnei Souza de Borba

Sonho triste,
Não ouvir-te a noite inteira,
Uma idéia passageira
Destas que por momentos
Passa e é agarrada,
Mas tão mal aproveitada
Que não passa o tormento.

Com uma distância profunda
Entre o corpo e a cabeça,
Talvez até eu não mereça
Sofrer tanto por tua causa,
Mas o velho coração
Vive dizendo que não,
Querendo mais uma pausa.

Quero, mas não alcanço
Tudo aquilo que preciso.
Que coração indeciso!
Não bate com a cabeça,
Que deseja ardentemente
Um amor, que de repente
Não quero que aconteça.

Preciso coordenação
De meu corpo com a mente
Uma coisa inerente
Ao meu jeito de enxergar,
Ao meu modo de ouvir,
Desta forma explodir
E a cabeça libertar.

E nesta luta prossigo,
Dela nunca desisto,
Até na forma que me visto
O coração quer ousar,
Mas a cabeça maldita
Sempre dá o último grito
Para o sonho terminar.

Este meu lado obscuro
Está sempre neste impasse,
Cabeça e Coração, face a face
Discutem a soberania
Do território que sou,
Sabendo que eu não vou
Quebrar toda esta harmonia.
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