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Desatando o nó

João Gilnei Souza de Borba

Há! Caneta medonha que percorre o papel,
Me deixa pamonha, me leva ao céu,
E faz transportar-me para outras esferas,
Me enche de “idéias”, não aceita esperas.
E cobra as respostas, do tudo, do agora,
Depois dá as costas, logo vai embora.
Me tenta e me tenta, a dizer o que penso,
Mas não se contenta, só com o meu incenso.

Há! Coração danado, que bate ao contrário.
E faz de safado, pois sabe o horário.
Me cobra a razão, a do sentimento
E me dá a vazão, o consentimento.
Praquela paixão, que trago aqui dentro.
Camuflo a cabeça, e deixo no centro.
Guardada pra alguém, que tenha a senha.
Até hoje ninguém permiti que a tenha.

E vivo um porém, que o hoje me salva,
O entendimento,
Daquele momento,
Verdade da alma,
Por isso esta dor,
Por isso o calor
E também esta calma.
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