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Quando a Poesia Não Vem

Douglas Ceconello

Onde estás formosa vagabunda?!
Nas noites dos sonhos mais febris
Quando o desejo meu coração inunda
Priva-me dos teus beijos cor de anis

Por ti, morreria agora
Não sentirias nenhum pesar
Aguardar-me-ia noutra aurora
Num eterno e eterno retornar

A tua jornada é sempre errante
Quantas almas tem consumido
Todo coitado que por ti se encante
Renasce como anjo decaído
Não te julgues tão poderosa
O teu rosto já foi desvelado
Quando me deste uma negra rosa
Adormecendo ébria ao meu lado.


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Ninguém me acompanhou
Na minha retirada
Nem sequer procuraram
A chave do crepúsculo

Por isso eu sigo
Pela sombra
E moro
No esgoto

Aos cães sarnentos
Confio os meus segredos
E falo apenas
Através dos olhos


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Eu
Sou o corvo
Que pousou
Na cruz.
Vi Ele tremer

Diante da morte
Por que seria
Diferente?
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